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A economia pode ser criativa?

Colocar ao centro a criatividade como alavanca para a produção de valor é hoje um dos poucos investimentos seguros. O valor gerado pela criatividade é superior ao gerado por qualquer outro fator de produção, mas a criatividade não pode ser copiada. Podemos imitar um produto e um processo industrial, mas não o processo que gera a criatividade, porque este é sempre um caminho original e pessoal. Por este motivo, divulgar a economia gerada pela criatividade significa contar os homens, a história, as ideias e o sistema de valores que estão por trás da empresa e da cultura de um território.

Divulgar empresas criativas

Ser criativo significa transferir unicidade a um produto, projeto ou empresa através de um modo de combinar elementos, por vezes já existentes, de modo original e criativo. Queremos contar as histórias e experiências de quem conseguiu traduzir sua cultura em um produto e transformar o produto em um instrumento de difusão da cultura. Porque a economia criativa está ao alcance de todos: grandes ou pequenas empresas, indústria ou artesanato, serviços ou agricultura; a força da criatividade está na capacidade de criar algo único e novo diretamente ligado ao ser humano. Por isso, no Festival, divulgamos empresas e pessoas com experiências em setores criativos diferentes.

Consumir e produzir

Consumir e produzir não são mais atos contrapostos e ações realizadas por pessoas diferentes. Cada vez mais estamos nos habituando a consumidores que em parte produzem o bem que consumimos, personalizam-no e transformam-no. O futuro próximo, a era da impressão digital, se está cada vez mais aproximando de uma nova geração de consumidores, mais conscientes e informados, que colocam as empresas perante um novo desafio. Não basta ser fascinante, não é suficiente ser claro e transparente, é preciso cada vez mais interagir com o consumidor. A interação vence sobre o "statement" puro, o envolvimento vence sobre o simples fascínio. O Festival é a ocasião para contar a própria história e a própria unicidade, mas também é um momento para compreender e aprender com as experiências.

Genius loci e diferenças

Cada vez mais, num mundo globalizado, estamos passando de um mercado de massa para uma massa de mercados. A capacidade de personalizar os produtos e de criar séries limitadas de produções mas renovadas continuamente, está na base da revitalização da produção local em que a Itália e o Brasil, com o seu sistema de distritos produtivos, podem ainda ter uma forte vantagem competitiva. Divulgar o "genius loci" e o processo de renovação que tomou a indústria italiana, apesar das muitas dificuldades internas, torna-se essencial para contar a modernidade do modo de fazer italiano, que não procura a estética em si mesma mas que transmite através dela o sentido profundo do ser humano e da cultura que a produziu.

A economia criativa italiana

A Itália, a sua cultura, o seu design, desde sempre exerce um enorme fascínio sobre os brasileiros que, nestes elementos, encontram semelhanças com a recíproca cultura de origem europeia. No entanto, atualmente, o design italiano e em geral o Made in Italy é cada vez menos sinônimo de vanguarda; é associado à elegância, mas não à inovação. Por este motivo, esta primeira edição do Festival procura mostrar exemplos excelentes de empresas e produtos capazes de inovar e transferir sua cultura empresarial e seu saber em um produto e um projeto. O Festival pretende contar através de encontros, exposições e casos empresariais a modernidade do modo de fazer e da beleza italianos.